O Voz não é abstrato, muito pelo contrário. É real e bem real. É tão real que o estás a ler neste exato momento. Porque é que o lês? Talvez saibas, talvez não. Mas há algo que te capta neste texto. Há um sussurro na tua audição interna durante a leitura que te pede para continuar. Ninguém te obriga a ler, ninguém te pede para escrever. Ninguém pede ao Voz para escrever, mas o Voz escreve. Faz parte de si querer de alguma forma alterar o rumo das coisas como entende que deve. Para melhor ou pior, isso apenas cabe a cada escritor.
Mas afinal quem é o Voz? E a única resposta é que o Voz és tu. És tu que falas, comentas, exageras, escondes. És tu que mentes, que enganas e que fazes o que sabes que não devias. És tu que descredibilizou o ''algo que surge no fundo da consciência de cada um''. O Voz de Economia existe porque deve existir. Portanto da próxima vez que perguntares ''Quem é o Voz?'' lembra-te que leste este texto até ao fim. E isso não é acaso.
Os cães ladram e a beata passa.

