Realizado pela caloira "Pilinha" ou "Hélia" sobre a Praxe:
As primeiras semanas de praxe
“Festas pijama, aulas de culinária, de canto e de dança, corridas de obstáculos, tratamentos para o cabelo e ainda musculação” – podia ser o anúncio de um campo de férias! Já viram a nossa sorte?! Temos isto tudo na praxe de economia!
Falando a sério, a praxe tem sido super divertida! De algumas coisas já estávamos à espera, mas outras foram completamente surpresa. E acho que toda a gente está a achar giro: temo-nos conhecido uns aos outros, feito coisas que normalmente não fazíamos (falo pelo menos por mim, que não costumo substituir shampôo por ovos com ketchup) e começamos a sair à noite juntos (o que, afinal, é a parte mais falada da vida académica).
Mas também há coisas difíceis. Apesar do que custa encher ou fazer outros esforços fisicamente, a parte realmente difícil é aquela a que o C. (caloiro de deve permanecer incógnito) chama “A Tortura”. É mesmo torturante querermos muito, mas mesmo muito, rir e ter de fazer um esforço sobrenatural (e quase sempre mal sucedido) para ficarmos sérios. Apesar de já nos ter sido diagnosticada a doença (Incontinência), o que ainda não foi descoberto é que esta é incurável, e apesar de melhorar com os tratamentos, ela volta. Portanto, o mais sensato seria deixar os caloiros conviverem pacificamente com ela (ou seja, rir)...
Uma coisa que gostamos mesmo muito foi o jantar de curso. Primeiro, porque pudemos rir à vontade, depois porque foi o nosso primeiro jantar de curso, apesar de ter sido só com o primeiro e o terceiro ano, e também porque foi giro ver toda a gente muito muito feliz...
Agora estamos à espera das surpresas que nos reservam as próximas praxes e rezar (embora com os joelhos todos negros seja um bocado difícil) para que consigamos divertir-nos a rir o menos possível, como temos feito até agora. Mas cheios de coragem, marcharemos sempre em frente, de cabelo hidratado e braços musculosos, a caminho do desconhecido.
Indicações para encontrar caloiros fugidos:
Chop Suey. À primeira vista pode parecer aquilo que encontras em qualquer restaurante chinês. Mas esse não é o Chop que te interessa. O caloiro Chop é facilmente encontrado em qualquer casa de banho feminina de Braga. Pode ainda ser visto a abanar o capacete fora do tejadilho dos carros dos doutores, a dar um corte à “Daniela” ou ainda em qualquer bar. Mas se precisares mesmo que ele venha ter contigo, pega numa bebida alcoólica e ouves logo o “Wadaaaaah” da sua aproximação.
Gémea Siamesa Um, também conhecida por Feel Good. Caloira de mais difícil localização, está muitas vezes no habitat natural de vaquinhas, galinhas e afins (Sequeira), ou ainda em qualquer local de festa. Torna-se mais fácil de encontrar se tiveres contigo a outra Gémea Siamesa. Nesse caso, um “X3” resolve a questão: ela é automaticamente atraída para ti. No entanto, pode dar-se o contrário e ficas sem nenhuma das duas. Tal como com o caloiro anterior, em caso de urgência abres uma garrafa champanhe e a caloira aparece munida de copo ou pronta a beber pela garrafa.
Lolita dos Enchidos. Mais facilmente localizável, podes encontrar esta caloira fielmente em qualquer sítio onde a praxe esteja a decorrer. Durante a noite, podes vê-la nos bares com os colegas. Especialmente nesta altura podes encontrá-la se seguires os gritos mais altos de “Economia” do B.A. Podes sempre tentar a táctica das emergências usada nos caloiros anteriores, mas aqui sem garantia de sucesso por ainda não ter sido testada.
(O resto dos caloiros podem ficar à solta, que eu fiquei sem imaginação)
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