terça-feira, março 14, 2006

Vergonha

Foi com grande honra e orgulho que a nossa mui nobre academia recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1996 e Ministro de Estado, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República de Timor Leste, José Ramos Horta, na passada segunda feira dia 13 de Março. E como não poderia deixar de ser, o verídico enviou um dos seus coorrespondentes para cobrir o evento, mesmo que forçando o mesmo ( com grande pesar e relutância ) a faltar a uma aula teórica importantíssima!
Com grande sentido de humor e uma disponibilidade de louvar, o tema "Nações Unidas - Estados Unidos: uma parceria indispensável", foi abordada da perspectiva de um pacifista assumido, que, com uma experiência de vida fascinante, deixou um pouco de si em todos os presentes, que encheram o auditório A1. Ou pelo menos assim parecia.
Ia a conferência com pouco menos de uma hora, quando, um sr. dr. professor se lembra que tinha de sair, vá-se la saber porquê... Aproveitando o mote, com um sentido de oportunidade soberbo, dezenas de estudantes abandonaram a sala, interrompendo o discurso do convidado atónito por tão massiva debanda. [ Lembram-se daquela manada a correr no Rei Leão com o Simba ou o pai lá no meio? eu também não. ] Eram 16 horas, hora de aulas, mas será que existem professores que não dispensassem os alunos para tão nobre propósito. Ou não podeira o reitor dar dispensa a todos aqueles, que como ele, estiveram presentes para homenagear e aprender com o convidado? [ Ou então tinham os pais à espera de carro na Montalegrense para os levar para a terra para passar o fim de semana... ]
É vergonhoso o que aconteceu, é embaraçoso para a academia interromper assim um homem que nunca pensou duas vezes em pôr a sua vida e as dos seus em risco em nome de uma causa maior, em nome da liberdade. Um homem com tomates como nenhum de nós.

Tenham vergonham, que eu também tenho.

Em nome da nossa mui nobre academia

sempre ao vosso dispor

a libelinhaa

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